As tintas sempre acompanharam o desenvolvimento da humanidade, sendo responsáveis pela comunicação de idéias desde a pré-história até os dias atuais.

A área gráfica cumpre uma missão muito importante e gratificante que é o de registrar e perpetuar o conhecimento humano, através de linguagens impressas, tarefa na qual têm papel fundamental. Nesse artigo veremos de forma sucinta os principais aspectos desse produto.

Porque existem tantos tipos de tintas de impressão?

A expansão da economia mundial no século passado fez surgir uma variedade muito grande de processos de impressão, capaz de responder as diferentes exigências dos segmentos editorial, promocional, de embalagens, etc. O aparecimento de impressoras mais sofisticadas e velozes, por sua vez, demandou uma adaptação e especialização das tintas para atender às necessidades técnicas das máquinas dos diferentes tipos de substratos que se multiplicavam.

Em geral, as tintas de impressão são formuladas para o tipo de substrato em que serão aplicadas (papel, plásticos, alumínio, folha de landres, tecidos, etc.), para o processo de impressão que será utilizado para realizar o serviço e as características físico-químicas exigidas pelo tipo de impresso.
Hoje, temos diferentes linhas de tintas de impressão, que divergem em suas formulações visando se adequar ao tipo de substrato utilizado, processo de impressão e sistema de secagem disponíveis.

O fabricante de tintas gráficas tem como meta o fornecimento de um produto que proporcione fácil manuseio e bom resultado final, sem que seja necessário realizar por parte dos impressores uma adaptação muito grande da tinta aos diversos tipos de trabalhos.

O que o fabricante da tinta deve saber?

O mercado depende largamente do contínuo fluxo de desenvolvimento de novas resinas em função do aparecimento de uma infinidade de substratos no mercado de embalagens. Assim, torna-se muito importante o conhecimento tanto do fabricante de resina quanto dos fabricantes de tintas de impressão dos fatores que inter-relacionam esses produtos física e quimicamente.

Sabemos que as principais propriedades e características de uma tinta de impressão provêm das resinas utilizadas. Algumas características, como secagem, brilho, adesão, flexibilidade, dureza, resistência à abrasão e resistência química, são intrínsecas ao tipo de polímero utilizado na preparação daquele determinado veículo resinoso. Podemos ainda considerar outras propriedades importantes que os veículos devem satisfazer como a efetiva interação com o pigmento e as exigências físico-químicas do processo de impressão.

Contudo, tais atributos, que determinam a melhor adequação do tipo de resina à tinta e ao processo de impressão, dependem do intercâmbio de informações das partes envolvidas no desenvolvimento dos produtos e da especificidade de cada trabalho.

Existe diferença entre as tintas de impressão?

As tintas de impressão são misturas complexas de diversos compostos químicos, que têm por objetivo final transmitir informações e cores sobre os substratos de impressão.

São constituídas basicamente por um agente de cor (pigmento/corante) e agentes aglutinantes (resinas) – que formarão uma película sólida com a perda do elemento volátil ou pela reticulação -, e aditivos adequados para melhorar as características específicas à sua aplicação.

Suas composições variam muito, dependendo da sua aplicação: litografia (offset), flexografia, rotogravura ou serigrafia. No caso da impressão litográfica, por exemplo, haverá algumas diferenças entre a formulação das tintas destinadas às máquinas de alimentação a folha (sheetfed) e as destinadas às máquinas rotativas (webfed). Dentro da linha e tintas para máquinas rotativas inda temos variações nas formulações de tintas para jornais (produzidas em equipamentos sem forno pelo processo coldset) e para revistas (impressas em máquinas com foco secador, ou seja, heatset).

A formulação das tintas freqüentemente deve atender a propósitos especiais, tais como resistência ao atrito, à descoloração, serem atóxicas, etc. Por todas essas exigências de aplicação, a fabricação de tintas é uma tarefa intrincada, requerendo um alto grau de tecnologia e treinamento.

Líquida ou pastosa: as exigências dos processos de impressão

As tintas formuladas para os processos de impressão litográfico (offset e tipografia) normalmente contêm resinas, óleos secativos e solventes hidrocarbônicos não polares que formarão os vernizes de alta viscosidade, sendo classificadas como tintas pastosas.

As tintas desenvolvidas para os processos de impressão flexográfico e rotográfico normalmente contêm resinas e solventes hidrocarbônicos polares que formaram os vernizes de baixa viscosidade, sendo classificados como tintas líquidas.

COMPONENTES:

Resina: Polímeros de médio ou alto peso molecular, geralmente apresentando estrutura de considerável complexidade, forma amorfa e, na grande maioria dos casos, com composição inteiramente orgânica. As resinas são solubilizadas em solventes aromáticos ou alifáticos (de cadeia aberta), formando o veículo da tinta. O veículo tem as funções de envolver as partículas de pigmentos de tal maneira que formem um conjunto homogêneo, permitindo o seu transporte desde o tinteiro até a superfície do substrato de impressão, no qual formará uma película plana e uniforme devido à ação filmogênea das resinas.

Pigmentos: Partículas cristalinas coloridas, orgânicas ou inorgânicas, que normalmente são insolúveis, não sendo afetadas física e quimicamente pelo veículo ou pelo substrato nos quais são aplicadas. Entre suas propriedades podemos destacar força tintorial, opacidade, brilho, resistência física e química. São divididas em pigmentos ativos, que conferem cor/opacidade, e inertes (cargas), que conferem certas propriedades como diminuição de brilho e maior consistência.

Aditivos: Produtos que são adicionados à tinta para transmitir algumas características especiais, necessárias à sua aplicação. Ceras, dispersantes, plastificantes, biocidas e anti-espumantes são exemplos de alguns dos aditivos mais utilizados.

Solventes: Geralmente utilizam-se hidrocarbonetos aromáticos ou alifáticos, de baixo ponto de ebulição, para a solubilização das resinas e acerto da viscosidade das tintas.

Etapas de fabricação:

O processo de fabricação da tinta segue uma série de etapas seqüenciais, quando a formulação deve ser rigidamente observada e obedecida.
1. Avaliação e controle da matéria-prima

2. Pesagem das matérias-primas obedecendo à formulação

3. Pré-Mistura. Mistura de resinas, pigmentos e aditivos em equipamento de alta precisão

4. Moagem. A pasta obtida na pré-mistura passa pelo moinho para destruir os aglomerados de pigmentos, formando assim pequenas partículas

5. Completagem. O produto obtido na moagem fica armazenado em tanques e será levado para os dispersores, nos quais se completará a formulação através da adição dos aditivos que forem necessários

6. Tingimento. É a etapa onde se acerta a cor da tinta, conforme o padrão estabelecido

7. Controle da qualidade. Nessa etapa, os produtos são submetidos a rigorosas análises para observação de viscosidade, brilho, cobertura, cor e secagem. Após aprovação, são liberados para colocação nas embalagens

8. Embalagem. Os produtos são filtrados e enlatados para serem enviados à expedição.

Quais os principais controles realizados nas tintas?

Vamos conhecer alguns testes que os fabricantes de tintas realizam para verificar as características reológicas, ópticas e físicas das tintas fabricadas.

– A viscosidade é uma medida de resistência que a tinta oferece para fluir, e é responsável pela transferência da tinta, nitidez de impressão de pontos de retícula e pela formação de uma película uniforme sobre o substrato.

– O tack é uma medição de capacidade de adesão que as tintas pastosas possuem, devendo ser alto o bastante para realizar a transferência da tinta na rolaria, mas não a ponto de causar o arrancamento de fibras ou cargas minerais da superfície dos substratos celulósicos de impressão

– O poder tintorial é a medição do poder corante fornecido pelos pigmentos contidos em uma tinta, geralmente utilizada com um espectrofotômetro. Uma tinta com poder corante alto é preferível, pois exigirá uma carga de tinta menor para atingir a cor desejada, reduzindo o gasto de tinta e permitindo uma secagem mais rápida da película de tinta impressa.

– A granulometria é a medição do grau de moagem e dispersão dos pigmentos no veículo de tinta e é realizada com instrumento chamado grindômetro. Uma tinta com moagem deficiente ficará muito abrasiva e causará desgaste prematuro da forma de impressão, ao passo que uma tinta bem moída apresentará maior poder corante, reduzindo a carga de tinta aplicada e o tempo necessário para a secagem.

– O brilho é a medição no nível de reflexão especular da superfície da película impressa. A leitura de brilho dos impressos é realizada no ângulo de 60º. É responsável por realçar as imagens impressas.

Fonte: http://www.rickardo.com.br

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Adoro produção gráfica, nasci brincando em gráfica e descidi compartilhar essas coisas, existem tantas coisas tontas que mostram a vida de todo mundo, e porque não mostrar meus gostos?

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