Também conhecidos como dinheiro de plástico, os cartões de crédito já são preferência nacional para pagamento a prazo, em relação aos cheques pré-datados.

Segundo dados do Banco Central, no total, em 2008, os cartões de débito e crédito foram res­pon­sá­veis por 53,8% dos pagamentos efe­tua­dos no País. Além disso, os cartões com ban­dei­ras pró­prias (postos de gasolina, supermercados e lojas do varejo) crescem ano a ano. Com a função de manter ­fiéis os consumidores, eles ain­da facilitam a vida de quem normalmente se esquece de sacar di­nheiro ou precisa de mais um prazo. Os cartões ain­da podem ser utilizados para controle de acesso em bi­blio­te­cas, empresas, cartões de ponto eletrônico e até como um cartão de visita mais elaborado.

De fato, os cartões plásticos estão presentes em nossas vidas mais do que percebemos. Mas, como esse produto é elaborado?

Os cartões, no geral, são produzidos em PVC branco ou transparente, também chamado de cristal de PVC. Outros ma­te­riais também podem ser utilizados, porém são menos comuns. O PVC é fornecido em bobinas ou folhas cortadas. Na pri­mei­ra opção ele é cortado na gráfica no formato adequado para a impressão.

Para produzir os cartões são ne­ces­sá­rias vá­rias etapas. A pré-​impressão é semelhante a qualquer produto gráfico. No entanto, o cria­ti­vo deve conhecer as questões técnicas de impressão offset e serigrafia, já que mui­tos cartões passam por um ou ambos processos de impressão. Em diversos modelos a opção é pela impressão híbrida, que possibilita ­maior va­rie­da­de de cores, coberturas e resultados.

Ao invés de folhas, os fabricantes de cartão costumam dar o nome de placa ao PVC cortado. Essas placas comportam normalmente 18, 20, 24 e até 36 cartões, no formato padrão de 85 × 54 mm.

Os cartões podem va­riar de formato conforme a necessidade do clien­te e a aplicação, contudo é bom lembrar que eles têm uma função co­mer­cial e, portanto, devem obedecer aos parâmetros das máquinas de lei­tu­ra, equipamentos de cartão de ponto, entre ou­tros.

Cada cartão produzido tem um propósito; assim, os elementos que o compõem são adequados a essas necessidades. Alguns desses elementos são tarjas magnéticas, chips, informações em relevo e código de barra. Outros elementos como tintas in­vi­sí­veis, tarjas ras­pá­veis ou tinta rea­ti­va e selos holográficos servem para conferir ­maior segurança aos cartões e reduzir a possibilidade de frau­des.

As placas de PVC são normalmente impressas em um único lado, mas há empresas que imprimem frente e verso, conforme a espessura prevista para o cartão e o processo. As placas são impressas em offset com cura ul­tra­vio­le­ta, serigrafia, ou ambos. A secagem por UV é necessária porque a tinta comum sobre plástico não seca.

A serigrafia é utilizada normalmente quando não há mais de uma cor ou para a impressão de cores es­pe­ciais.

No caso de imprimir apenas um lado do PVC branco, ao final do processo teremos duas placas — uma da frente e a ou­tra do verso —, que deverão ser unidas. Essas duas placas são colocadas juntas e ambos os lados são recobertos por uma camada de PVC Cristal. Essa camada transparente é responsável pelo brilho e acabamento do cartão.

As tarjas magnéticas nada mais são que fitas soldadas por calor ao cristal de PVC. Quan­do todas as camadas estão prontas e unidas, o chamado “san­duí­che” é colocado em um equipamento que, através de calor, une todas as camadas.
Finalizadas, as placas já estão preparadas para as ou­tras etapas de acabamento.

Para as etapas pos­te­rio­res, os cartões devem ser in­di­vi­dua­li­za­dos. Podem ser utilizadas prensas hi­dráu­li­cas (balancins) ou máquinas pró­prias para corte de cartões, como troqueladeiras.

No caso de cartões sem cantos arredondados, como tags ou etiquetas, o corte pode ser fei­to em guilhotinas comuns. As troqueladeiras fazem os cantos arredondados, por isso são equipamentos es­pe­ciais para esse produto e processo.

Na produção de cartões com chip, uma etapa é fei­ta cartão a cartão. Um equipamento faz o corte na placa da frente e o chip é colado nessa cavidade. Todo o processo é fei­to por um equipamento au­to­ma­ti­za­do. Não há contato ma­nual, pois os chips são sen­sí­veis e devem ser testados pela própria máquina. A aplicação de holografia pode ser fei­ta ma­nual­men­te ou através de equipamentos, dependendo do volume de aplicações.

As ­­áreas para assinatura são fei­tas normalmente em serigrafia, com tintas es­pe­ciais de segurança ou tintas comuns. Já os dados va­riá­veis podem ser em alto relevo ou impressão digital, dependendo da aplicação. Hoje em dia são mais comuns cartões com dados va­riá­veis apenas impressos, sem relevo, que são adequados para alguns equipamentos de cartão de crédito mais antigos. A impressão digital acontece em máquinas de pequeno porte ou em sistemas maio­res que podem chegar a milhares de cartões impressos por hora.

A impressão em alto relevo é fei­ta em máquinas de impacto que têm fun­cio­na­men­to parecido a uma máquina de escrever, em que letras e números são pres­sio­na­dos por impacto contra o cartão, produzindo o relevo. A impressão de dados va­riá­veis consiste em uma etapa mui­to complexa da operação, exigindo organização e segurança.

Organização, uma vez que os dados gravados na tarja, no chip e o nome devem ob­via­men­te ser da mesma pessoa. Em alguns casos essas etapas são fei­tas em equipamentos independentes. Portanto, é fundamental que todo o processo seja monitorado e conferido diversas vezes.

Segurança, porque um cartão de crédito ou débito pronto significa di­nhei­ro. As empresas que fabricam esse produto pos­suem forte segurança para evitar qualquer falha.

Após essa etapa, os cartões estão prontos para uso e podem passar por uma etapa de ma­nu­seio, quando são fixados em impressos tran­sa­cio­nais ou malas diretas com informações sobre o cartão, ma­te­rial pro­mo­cio­nal, entre ou­tros.

Sandra Rosalen é coordenadora Técnica da ABTG, Técnica Gráfica com especialização em Impressão Offset e formada em Administração de Empresas. É professora de pós-graduação na Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica.
Fonte: http://www.revistatecnologiagrafica.com.br

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Adoro produção gráfica, nasci brincando em gráfica e descidi compartilhar essas coisas, existem tantas coisas tontas que mostram a vida de todo mundo, e porque não mostrar meus gostos?

3 responses »

  1. Zairo diz:

    Boa Noite,

    Gostaria de saber qual o custo unitario para produção de cartões. Se pode colocar a logomarca da Empresa nos cartões.

  2. Alex diz:

    Queria saber se fazem impressão holograficas ?

  3. OLA , BOA NOITE
    EU TRABALHO COM CARTAO PROPRIO PARA VARIOS SEGUIMENTOS,
    SOU GERENTE COMERCIAL..
    GOSTARIA DE SABER MAIS INFORMAÇÔES.
    CEL-62 81547289

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